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Última gota

7 07UTC janeiro 07UTC 2011

No plaino das coxas finas começa alva colina, que por vergonha, pouco se mostra. E no fim da seda fresca que o corpo enlaça, em outro fim de colina se torna à graça que se desabrocha em boca, nariz e olhos cor de damasco.

Morre o sol em noite morna. Mas por existir ela, e a vontade dela, nas derradeiras horas da madrugada por saudade torna, e acaba por distração iluminando todas as cores em volta para das trevas renascer a cor dos olhos.

Dói não ter ela, mas morro de viver e vivo de morrer. E por isso nenhuma dor é tanta que me desole. A vida se fez para eu acabar com ela.

Um Comentário leave one →
  1. 2 02UTC fevereiro 02UTC 2011 20:20

    Gosto!!!Como sempre digo, gosto muito dos finais.

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